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Vamos Abraçar o Risco

Ano 15, No 110

Carlos Martins: Profissional de Investimento Certificado APIMEC CNPI, autor do livro "Os Supersinais da Análise Técnica" (Ed. CampusElsevier, 2010) e sóciofundador do Trader Gráfico.



O assunto de hoje é simples, porém todos fogem dele. Risco em operações de DayTrade na bolsa, com mini-contratos futuros.

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Em primeiro lugar, vamos colocar as coisas em seu devido lugar. Risco depende de você e não do mercado. Quando dizem que mini-contratos são ótimos instrumentos financeiros para se começar a operar, e você já deve ter lido isso em algum lugar, logo vem um “especialista” e contesta a afirmação, dizendo que contratos-futuros são instrumentos financeiros sofisticados, complexos, arriscados e dependem de muito conhecimento teórico... bla bla bla

Aí eu te pergunto. Você sabe como funciona o seu iPhone por dentro? Ele tem diversas placas de rede, sensores, tela sensível ao toque, conexão 5G, uma super bateria e mais centenas de esquemas tecnológicos complexos, super complexos, mas a gente usa mesmo assim. E é bem fácil usar.

Os mini-contratos são a mesma coisa. Para quem usa, é apenas uma coisa que vc compra e vende e cada vez que opera paga uma pequena taxa por contrato executado na bolsa. Pronto, acabou, pode perder, mas 1 mini-contrato de índice IBOV FUTURO pode ser facilmente gerenciado. Então o risco grande não está aí.

E onde está o Risco?

Em você! É isso mesmo, e isso não é uma resposta agressiva, pelo contrário, é adorável o risco que nós corremos ser nossa escolha.

Na bolsa ou você arrisca alto para ter retorno alto, e arriscar alto significa arriscar toda uma certa quantia pré-determinada, ou você opera tão de leve que nem dá pra dizer que a sua operação é arriscada. Obviamente todo mundo escolhe a segunda opção como a opção desejada. Mas é mesmo melhor não arriscar?

O Brasil está numa situação difícil e a bolsa está corrigindo dentro de um cenário macro econômico que mudou quando o Banco Central passou a aumentar juros no primeiro semestre de 2021. Por um breve período (coisa de 9 meses) nossa bolsa experimentou os juros baixos e foi uma festa.

Empresas de recomendação de carteiras de ações se multiplicaram (e já quebraram), investidores pessoa física caiam do céu dentro da B3 (e já estão indo embora de novo), e o IBOV finalmente bateu em 130 mil pontos (e já está tentando cair abaixo de 100 mil de novo). Lembro que a primeira vez que vi essa projeção foi na finada Expo Money de São Paulo em 2009. Lá se foram 12 anos até o IBOV chegar lá, e se descontar a inflação não chegou, mas isso é outra história.

Enfim, as cartas estão na mesa, é assim mesmo que funciona, montanha russa desde o século passado, e na verdade isso não é ruim. Faltava alguém te explicar como operar dentro desse cenário.

O Otimista sempre acha que o vento vai mudar e ficar a seu favor. O Pessimista sempre acha que vai dar tudo errado e não vai ter vento. O Realista ajusta as velas e se adapta.

A Bolsa é lugar de gente realista. Torcedor você é no futebol, na Bolsa você é investidor, que seja com R$ 100 (cem reais), mas é investidor. Você toma as decisões e isso é MUITO legal. Você pilota um carro que hoje em dia tem piloto automático, igual o TESLA.

Quero dizer que se você analisar friamente, o risco é uma medida que se aplica APENAS ao valor em R$ que você vai investir e não a todo o valor que você tem na mão. Explico:

Se você tem R$ 5 mil (cinco mil) para investir, mas resolve “arriscar” apenas R$ 500 (quinhentos reais), ou 10% do seu capital, o seu risco máximo será perder os 500, ou 10%. Então por mais que você entre em uma operação TUDO ou NADA, você não está correndo um risco alto para o seu dinheiro total, está correndo um risco alto para aqueles R$ 500 e ponto.

Faça o teste com jogos de pôquer online, aqueles que você joga de graça e contra o computador. Se você apostar o ALL-IN todas as vezes, você perde algumas e recomeça, mas a partir do momento que você ganha uma sequência inicial, o dinheiro (nesse caso de mentirinha) se multiplica rapidamente e você pode continuar apostando o mesmo montante todas as vezes e cada vez que você ganha você estará arriscando menos da próxima vez.

Agora vem a “Sacada”, se você fizer isso operando com robôs de Day-trade, vai ter uma experiência parecida. Operar na mão é diferente porque você não faz as mesmas coisas todos os dias, então a estatística de quem opera na mão é sempre aleatória. Mas nos robôs você consegue manter um padrão e pode usar isso a seu favor, igual no pôquer online.

Pegue o exemplo do Robô M118 (https://tgrafi.co/robos/?r=M118). Peguei esse robô porque ele dá 100% ao mês em média de retorno desde o começo do ano e opera com R$ 3 mil. Ele é um Robô TUDO ou NADA, isso significa que o DrawDown (perda máxima acumulada) dele é 100%, mas também significa que o prêmio enquanto ele estiver vivo é dobrar o capital todos os meses.

O que você NÃO PODE fazer de jeito nenhum é ir aumentando a operação conforme ele ganha. Porque, pensa só, se você começar com 3 mil e ele ganha outros 3 mil em 20 dias, como ele fez até aqui neste mês de Novembro de 2021, você tem 6 mil. Se você dobra a sua operação e começa a operar arriscando 6 mil, ele pode perder 6 mil, claro. Se não perder, você vai a 12 mil em mais 2 ou 3 semanas. E se você aumentar a mão de novo e começar a operar 12 mil, ele vai poder perder 12 mil. Está entendendo a lógica? O Robô em si pode ganhar mais do que perder, mas um dia vai perder e se você sempre arriscar tudo, no dia em que ele perder você perde tudo e fica sem nada. Perdeu tempo, além do dinheiro.

Tudo menos isso!

Agora a versão correta. Você foi de 3 mil para 6 mil. Então você segue operando 3 mil. Daí ele vai de 6 mil para 9 mil. E você continua operando 3 mil, quer dizer que desses 9 mil, 6 mil já são seus, não vai mais perder a não ser que você e o dedo gordo joguem esse dinheiro na operação (os nossos robôs NUNCA aumentam a mão sozinhos). Ele pode ir a 12 mil, 15 mil, 21 mil, quando ele finalmente perder, vai perder 3 mil, e você fica com o lucro que pode ser 10x ou 20x mais do que começou. Aí você arruma outro robô no mesmo esquema para operar e coloca mais 3 mil pra operar em outra coisa. E assim vai indo...

E você também pode operar vários robôs em paralelo, então você pode economizar tempo desde que tenha dinheiro para fazer isso com mais de um robô em paralelo.

Viu como é simples e como o Risco pode ser nosso amigão? Basta você não sucumbir ao ALL-IN sequencial. E se você quiser fazer isso com vários robôs ao mesmo tempo, assista ao curso (grátis) de Gerenciamento de Risco que eu gravei no TG Academy, aqui.

Repita comigo: ALL-IN sequencial NÃO. ALL-IN sequencial NÃO. ALL-IN sequencial NÃO.

E seja feliz :-D